Disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória. Episódios ocasionais podem ocorrer com cansaço, estresse ou álcool; a repetição do problema merece avaliação porque pode envolver circulação, metabolismo, nervos, hormônios, medicamentos e fatores emocionais.

Como a ereção acontece?

A resposta erétil depende de estímulo, integração entre cérebro e nervos, relaxamento dos vasos e entrada de sangue nos corpos cavernosos. O sistema parassimpático favorece o início da ereção, enquanto estado de alerta intenso e excesso de atividade simpática podem dificultar sua manutenção.

Principais causas e fatores associados

Vasculares e metabólicos

Hipertensão, diabetes, tabagismo, dislipidemia, obesidade e doença cardiovascular podem lesar o endotélio e reduzir o fluxo sanguíneo. Em alguns homens, a disfunção erétil aparece antes de outros sinais cardiovasculares, o que torna importante avaliar fatores de risco.

Neurológicos e anatômicos

Neuropatias, lesões medulares, esclerose múltipla, cirurgias pélvicas, trauma e alterações estruturais do pênis podem interferir na resposta.

Hormônios

Testosterona baixa pode reduzir desejo e contribuir para sintomas em contextos específicos, mas não explica todos os casos. Prolactina, tireoide e outras alterações podem ser investigadas quando a história sugere.

Medicamentos e substâncias

Alguns antidepressivos, anti-hipertensivos, opioides e outros medicamentos podem afetar a função sexual. Álcool em excesso, cigarro e drogas também podem contribuir. A medicação não deve ser suspensa por conta própria.

Ansiedade e relacionamento

Medo de falhar, monitoramento excessivo da ereção, conflitos e experiências negativas podem criar um ciclo de alerta e perda de resposta. Fatores emocionais e orgânicos podem coexistir.

Como é feita a avaliação?

A investigação inclui início e evolução, ereções matinais, libido, ejaculação, condições médicas, medicamentos, hábitos e contexto emocional. Pressão arterial, exame físico e exames laboratoriais são selecionados conforme o caso. Testes vasculares especializados não são necessários para todos.

Possibilidades de tratamento

O plano pode incluir controle de diabetes, pressão e lipídios; cessação do tabagismo; atividade física; redução de álcool; manejo de peso; psicoterapia ou terapia sexual; revisão de medicamentos; e tratamentos específicos para ereção.

Inibidores da fosfodiesterase tipo 5 são frequentemente utilizados quando não há contraindicação. Eles não produzem desejo automaticamente e dependem de estímulo sexual. O uso com nitratos pode causar queda perigosa da pressão e é contraindicado. Casos que não respondem podem exigir outras opções, avaliadas por especialista.

O que não fazer

  • comprar medicamentos de origem desconhecida;
  • misturar doses ou produtos sem avaliação;
  • usar testosterona apenas para tentar melhorar a ereção;
  • ignorar dor no peito, falta de ar ou outros sinais cardiovasculares;
  • interpretar uma falha isolada como diagnóstico definitivo.
Urgência: uma ereção dolorosa ou persistente por quatro horas ou mais pode representar priapismo e exige atendimento imediato.